Julia, Thaís, Priscila, Steffany
Vitória, 2011
“CARACTERÍSTICAS MORFO-FUNCIONAIS DOS ÓRGÃOS INTERNOS”
Relatório da aula prática da disciplina de
INTRODUÇÃO E OBJETIVOS
A aula prática de dissecação do rato (Rattus novergicus albinus) é de suma importância para o desenvolvimento intelectual dos acadêmicos da área da saúde. Dentre os objetivos, pode-se destacar: a familiarização com a localização e a disposição dos órgãos in vivo; o estabelecimento da correlação morfo-funcional entre os órgãos; o aprendizado das técnicas de contenção, manuseio e dissecação do animal.
Foi escolhido o roedor para esta técnica (e é utilizado em diversas experiências) por vários fatores, sendo um deles por sua fisiologia bem semelhante à dos humanos.
Com isso, ao chegarmos ao laboratório os animais já se encontravam anestesiados, imobilizados e fixados sobre a mesa. Foi realizado o cálculo da dose de anestésico e, em seguida, a demonstração do procedimento de contenção e aplicação da anestesia por via intraperitoneal do animal (dose: 120mg/0,6mL anestésico). Esta foi feita num outro roedor, ainda desperto.
MATERIAIS
Material biológico:
Material cirúrgico e vidrarias:
Soluções e reagentes:
MÉTODOS
1º passo
Fizemos a assepsia do local com algodão e álcool sobre os pelos em seguida, a tricotomia (retirada de pêlos) do local com a tesoura reta RR até que a pele ficasse visível para começarmos a prática.
2º passo
Puxamos a pele com uma pinça dente de rato e fizemos um pequeno corte com a tesoura na região do abdome e, em seguida, utilizamos a tesoura de ponta arredondada para divulsionar. Desta forma, continuamos com o corte da pele na direção longitudinal, na base do abdome, e, assim, pudemos visualizar abaixo desta o músculo reto do abdome. Em seguida, puxamos o músculo e o cortamos na linha Alba até o processo xifóide, com cuidado para não atingir o diafragma, e o rebatemos, deixando as vísceras do animal expostas. Desta forma, foi possível ver, analisar e identificar o trato digestório (estômago e intestinos) e órgãos acessórios (fígado, e baço) ao fazermos este corte.
3º passo
Logo após, observamos o músculo que separa o tórax do abdome que é o músculo Diafragma, o principal da respiração. Para isso, usamos uma pinça para erguer a caixa torácica um pouco para a melhor visualização. Através do diafragma visualizamos os pulmões ventilando. Além disso, utilizamos uma tesoura de ponta fina para perfurar o diafragma e, no momento em que foi perfurado, os pulmões murcharam e o rato teve uma parada respiratória (pneumotórax), devido a pressão da caixa torácica não existir mais, e, portanto o pulmão não consegue ventilar.
Apesar da parada respiratória, o coração do rato continuou batendo pois utilizou as reservas de oxigênio das outras respirações para manter o organismo funcionando. Observamos também as artérias, veias pulmonares e o arco aórtico.
Ao observarmos e discutirmos o fato analisado, retiramos o coração e colocamos em solução nutridora (Tyrode) e o coração ainda continuou batendo por cerca de 10 minutos. Isto porque o coração não depende diretamente do sistema nervoso, já que possui o nó-sinusal que é o gerador de estímulo elétrico, sendo, então, auto excitável.
4º passo
Continuando o procedimento, fizemos uma incisão na pele e no músculo do pescoço, e observamos as carótidas, a traquéia, a laringe, o esôfago - com seu trajeto até o estômago - e a tireóide.
5° passo
Por fim, houve a abertura do crânio do animal em estudo, a qual foi administrada pelo monitor responsável.
RESULTADOS
Sistema Digestório
Após o Duodeno temos o Jejuno, onde ocorre a digestão dos carboidratos, e abaixo encontramos o Íleo, que é a porção final do intestino delgado onde ocorre a digestão das gorduras (lipídios), resultando o glicerol e os ácidos graxos, que são absorvidos pelas células intestinais, onde são convertidos em lipídios e agrupados, formando pequenos grãos que são secretados nos vasos linfáticos das vilosidades intestinais, atingindo a corrente sanguínea.
Após o Íleo, começa o Intestino Grosso, onde encontramos o Apêndice que nos humanos se apresenta como um órgão vestigial e praticamente sem função definida. Nos ratos, pelo contrário, é bem evoluído e tem importante função devido à dieta que esses animais adotam, desta forma, pudemos visualizar a presença de bolo fecal neste órgão. Como continuação do intestino, identificamos o Cólon ascendente, Cólon transverso, Cólon descendente e, por fim, o Reto. No Cólon acontece absorção de nutrientes e certos eletrólitos.
Também visualizamos alguns órgãos acessórios como o fígado, baço, com exceção da vesícula biliar. O fígado se localiza logo abaixo do músculo diafragma e é um órgão grande, que possui a coloração vermelho-escuro. No rato se apresenta maior que no homem, considerando que um rato é um ser bem pequeno, todavia, seu fígado tem vários lobos e ocupa os dois lados abaixo do diafragma. O fígado tem como função a produção de bile, a qual é armazenada na vesícula biliar e, posteriormente, jogada no Duodeno para emulsificar as gorduras da digestão.
O Baço (que possui coloração semelhante a do fígado) fica um pouco abaixo deste, mais lateralmente na parte esquerda. Ele controla, armazena e destrói células sanguíneas. Para isso, funciona como dois órgãos: a polpa branca, que faz parte do sistema de defesa (sistema imune) e a polpa vermelha, que remove os materiais inúteis do sangue.
O Pâncreas é um pouco difícil de ser visualizado devido a seu formato ser diferente do humano e também por se parecer muito com uma gordura. A função deste órgão, que é uma glândula mista que produz enzimas digestivas e as secreta no Duodeno, produz também hormônios como a insulina e o glucagon.
Sistema Urinário e Renal
No presente estudo identificamos o trato urinário (rins, ureter, bexiga) e glândulas endócrinas.
Os rins são muito parecidos com o dos humanos e este é responsável pela filtração sanguínea. Logo acima dos rins identificamos a Supra-renal, que secreta o hormônio Adrenalina. E não foi possível visualizar os ureteres.
A bexiga, situada na parte inferior do abdômen, é um reservatório músculo membranoso onde se recebe e acumula a urina nos intervalos das micções. É uma bolsa de parede elástica, dotada de musculatura lisa que tem como função acumular a urina produzida nos rins, a qual é eliminada para o exterior através da uretra.
Sistema Reprodutor
O ovário e o útero das fêmeas em questão são bem mais desenvolvidos que na mulher. Por isso, esses animais têm a capacidade de gerar muito mais filhotes em uma gestação.
No rato macho do outro grupo:
Região do Pescoço
O esôfago, entretanto, é um conduto por onde passa o bolo alimentar até chegar ao estômago. Para isto, este conduto sofre contrações involuntárias de seu músculo, que são controladas pelo sistema nervoso autônomo.
A glândula tireóide, uma das maiores glândulas endócrinas do corpo, é uma estrutura de dois lobos localizada no pescoço e produz hormônios, principalmente tiroxina (T4) e triiodotironina (T3), que regulam a taxa do metabolismo e afetam o aumento e a taxa funcional de muitos outros sistemas do corpo. A tireóide também produz o hormônio calcitonina, importante na homeostase do cálcio
Região torácica
Na região torácica foi observado o coração e o pulmão. O pulmão tem por sua função principal a de troca gasosa, mas também está envolvido com manutenção de pH, defecação, parto,entre outras.
O coração, por sua vez, funciona como uma bomba propulsora, que joga o sangue para as artérias para que o mesmo leve nutrientes a todo o corpo.
Nesta região observamos o trajeto encefálico (o qual é muito mais desenvolvido que o dos humanos), a medula, o bulbo e a região cortical (que já é menos desenvolvida que a dos humanos).
Além disso, vimos o bulbo olfatório, que possui duas projeções. Este no rato é bem mais representativo já que é de uso constante do animal em questão. Já na base do crânio, vimos o nervo óptico, o quiasma óptico e, abaixo deste, o hipotálamo. Este último sendo uma região de grande importância, pois regula importantes e determinados processos metabólicos e outras atividades autonômicas.
Todavia, também observamos a hipófise, que é uma importante glândula situada na sela túrcica. Sua importância se dá pela produção de numerosos hormônios, além da regulação da atividade de outras glândulas e funções do organismo.
No Cerebelo, observamos o Corpo caloso, que são feixes de neurônios que conectam um hemisfério ao outro; o Mesencéfalo, que é a vesícula intermédia originária do tubo neural quando da formação do cérebro durante o desenvolvimento embrionário em animais; a Ponte, que participa de algumas atividades do bulbo, interferindo no controle da respiração, além de ser um centro de transmissão de impulsos para o cerebelo; o Bulbo, que recebe informações de vários órgãos do corpo, controlando as funções autônomas, como por exemplo: batimento cardíaco, respiração, pressão do sangue, etc. ; e o Hipocampo, grande responsável pela memória.
BIBLIOGRAFIA
GUYTON, Arthur C.; HALL, John E. Tratado de Fisiologia Médica. 11ª Edição. Brasil: Elsevier Editora Ltda., 2006.
WebCiencia.com – Ciência e Cultura na Web. Disponível em: <http://www.webciencia.com>. Acesso em: 17 mar. 2011.
Wikipedia– A enciclopédia livre. Disponível em: <http://www.wikipedia.org>. Acesso em: 16 mar. 2011.

