"Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio, ou flechas de cravos que atiram chamas. Te amo como se amam certas coisas escuras, secretamente, entre a sombra e a alma. Eu te amo sem saber como, nem quando e nem onde. Te amo simplesmente, sem complicações nem orgulho. Assim te amo porque não conheço outra maneira. Tão profundamente que a tua mão no meu peito é a minha. Tão profundamente que quando fecho os olhos, contigo eu sonho. É assim que te amo e nada mais me importa."
(Patch Adams - O amor é contagioso)
Relatório do filme
O filme conta a história de Patch, que se encontrava num quadro de depressão e, após uma tentativa de suicídio, decide internar-se numa clínica de deficientes mentais.
Lá dentro observa as atitudes dos enfermos, interage e aprende com eles. Percebe que apenas dando-lhes atenção, poderia obter resultados satisfatórios. Ao conseguir que seu parceiro de quarto superasse o medo por esquilos imaginários, Patch resolve abandonar a clínica e cursar a faculdade de medicina com a intenção de ajudar pessoas.
No entanto, na universidade ele encontra uma grande resistência diante de toda entidade médica e até mesmo dos acadêmicos, devido a praticas institucionalizadas que sempre vigoraram nestas corporações.
Apesar disto, Patch luta por uma medicina mais humana que tratava e priorizava pessoas e não as doenças. Procurou se aproximar dos enfermos e destruir o pedestal que separava médicos de pacientes, trazendo alegrias e ouvindo-os mais. Entretanto, esta determinada atitude, com o passar do tempo, não somente acabou conquistando o carinho e credibilidade das pessoas ao seu redor, como também gerou desconfiança e ciúme na classe médica.
Patch tentou também convencer seus colegas a eliminarem a idéia de superioridade que acabava prejudicando a relação médico-paciente, algo que, no entanto, era muito difícil, já que estas práticas e conceitos perduram há muito tempo e que o ideal do médico como sinônimo de prestígio é vigorante em nossa cultura desde os primórdios da civilização. São resquícios de décadas e décadas e que, ainda hoje, levam estudantes buscarem a medicina almejando este “status”, esquecendo-se porém das verdadeiras funções desta profissão: cuidar, curar, amparar.
O filme, além de muito emocionante e educativo, nos remete a uma reavaliação de conceitos fazendo-nos refletir diante de nosso próprio comportamento. Apesar de relatar especificamente da medicina em si, pode-se abranger a temática a todas as áreas da saúde que, lamentavelmente, possuem deficiências em comum.
É importante ressaltar que não é necessário investir apenas em tecnologia ou em estudos funcionais e fisiológicos, se a essência humana é desprezada e o melhor e mais simples remédio está cada vez mais escasso em nossa sociedade: o amor e a solidariedade.
05/04/2010

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