segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Patch Adams - O Amor É Contagioso. Gênero Comédia, EUA 1998. Direção: Tom Shadyac, com Robin Williams

"Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio, ou flechas de cravos que atiram chamas. Te amo como se amam certas coisas escuras, secretamente, entre a sombra e a alma. Eu te amo sem saber como, nem quando e nem onde. Te amo simplesmente, sem complicações nem orgulho. Assim te amo porque não conheço outra maneira. Tão profundamente que a tua mão no meu peito é a minha. Tão profundamente que quando fecho os olhos, contigo eu sonho. É assim que te amo e nada mais me importa."
(Patch Adams - O amor é contagioso)


Relatório do filme

O filme conta a história de Patch, que se encontrava num quadro de depressão e, após uma tentativa de suicídio, decide internar-se numa clínica de deficientes mentais.
Lá dentro observa as atitudes dos enfermos, interage e aprende com eles. Percebe que apenas dando-lhes atenção, poderia obter resultados satisfatórios. Ao conseguir que seu parceiro de quarto superasse o medo por esquilos imaginários, Patch resolve abandonar a clínica e cursar a faculdade de medicina com a intenção de ajudar pessoas.
No entanto, na universidade ele encontra uma grande resistência diante de toda entidade médica e até mesmo dos acadêmicos, devido a praticas institucionalizadas que sempre vigoraram nestas corporações.
Apesar disto, Patch luta por uma medicina mais humana que tratava e priorizava pessoas e não as doenças. Procurou se aproximar dos enfermos e destruir o pedestal que separava médicos de pacientes, trazendo alegrias e ouvindo-os mais. Entretanto, esta determinada atitude, com o passar do tempo, não somente acabou conquistando o carinho e credibilidade das pessoas ao seu redor, como também gerou desconfiança e ciúme na classe médica.
Patch tentou também convencer seus colegas a eliminarem a idéia de superioridade que acabava prejudicando a relação médico-paciente, algo que, no entanto, era muito difícil, já que estas práticas e conceitos perduram há muito tempo e que o ideal do médico como sinônimo de prestígio é vigorante em nossa cultura desde os primórdios da civilização. São resquícios de décadas e décadas e que, ainda hoje, levam estudantes buscarem a medicina almejando este “status”, esquecendo-se porém das verdadeiras funções desta profissão: cuidar, curar, amparar.
O filme, além de muito emocionante e educativo, nos remete a uma reavaliação de conceitos fazendo-nos refletir diante de nosso próprio comportamento. Apesar de relatar especificamente da medicina em si, pode-se abranger a temática a todas as áreas da saúde que, lamentavelmente, possuem deficiências em comum.
É importante ressaltar que não é necessário investir apenas em tecnologia ou em estudos funcionais e fisiológicos, se a essência humana é desprezada e o melhor e mais simples remédio está cada vez mais escasso em nossa sociedade: o amor e a solidariedade.    
05/04/2010 

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